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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Educação sem barreiras de língua


Eles têm excelência em educação e uma atraente lista de MBAs, dentre os quais Marketing é um dos mais procurados, assim como o MBA em Gestão e Business Law. Este último está sendo disponibilizado a empresas e as suas universidades corporativas (cursos in-company). E para assegurar a qualidade de seu material didático, foi criado o Pool de Serviços.

Em que país fica essa instituição? No Brasil, mesmo... Estamos falando do programa FGV Management, da Fundação Getúlio Vargas. Pela quantidade de termos da língua inglesa encontrada na página da instituição, percebe-se a importância dada ao conhecimento de idiomas, particularmente o Inglês. Não se trata de mera erudição: a FGV, uma instituição de excelência educacional, parece estar consciente de que o Brasil precisa deixar de ser um país monolíngüe para se inserir definitivamente no cenário internacional.

E a contribuição da FGV é preparar executivos brasileiros para essa nova era de internacionalização e globalização. Os benefícios serão de toda a sociedade brasileira: mais negócios internacionais, mais investimentos estrangeiros, mais empregos, mais geração de renda.

Para mais informações sobre os programas e cursos da FGV, acesse:

FGV Management
http://www.fgv.br/fgvmgm/

Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (EBAPE/FGV)
http://www.ebape.fgv.br/institucional/asp/dsp_escola.asp

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Brasil sem Inglês perde investimentos multinacionais


É "chover no molhado" dizer que os executivos de negócios no Brasil estão perdendo oportunidades de ótimos empregos por não falarem Inglês. A (má) novidade é que o Brasil como um todo está perdendo com isso: multinacionais estão preferindo abrir subsidiárias em outros países, como a Costa Rica e a Argentina (em vez do Brasil), porque nesses locais encontram-se mais facilmente executivos bilíngües.

É o que revela uma reportagem intitulada "Não tem perhaps", publicada na revista Você S.A. de agosto de 2008. A matéria traz diversos exemplos recentes dessa lamentável perda. A HP, a multinacional americana de computadores, desistiu de abrir um centro de serviços em São Paulo. E quem levou a melhor foi a Costa Rica, que com isso lucrou 5,000 empregos para jovens recém-formados na área de informática. Jair Pianucci, diretor de Recursos Humanos da HP, explica que na Costa Rica, que só tem 4,3 milhões de habitantes, é comum encontrar milhares de trabalhadores que falam perfeitamente Inglês - ao passo que no Brasil, país com uma população muito maior, profissionais realmente bilíngues são raros, mesmo entre os executivos de negócios.

A multinacional alemã de tecnologia SAP decidiu construir seu centro de serviços compartilhados na Argentina. E o Brasil perdeu mais 50 vagas para profissionais. A SAP Brasil também interrompeu os investimentos no seu centro de desenvolvimento de software em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Álvaro Cyrino, professor de estratégia e internacionalização da Fundação Dom Cabral, em Belo Horizonte, aponta outras barreiras: o Brasil tem custos muito altos de produção, infra-estrutura e impostos. Some-se a isso a carência de trabalhadores bilíngües (mais disponíveis em outros países vizinhos) e lá se vai mais um investimento que poderia ter ficado no Brasil.

Nosso blog Inglês Comercial e Jurídico gostaria de lembrar aos leitores que tanto na Argentina como na Costa Rica o Inglês não é língua materna nem oficial. Portanto, se esses países têm mais profissionais bem formados, com certeza isso se deveu a esforços e a investimentos realizados por seus governos e sociedades. O Brasil poderia ser mais competitivo se encarasse a barreira da língua como um urgente desafio a ser vencido, em vez de ignorar o problema. Falar bem um idioma - estrangeiro ou materno - é uma questão de estrutura de ensino, investimento correto em educação.

Há dois anos a multinacional indiana Tata teve grande dificuldade ao montar seu escritório aqui no Brasil: não havia gente qualificada o suficiente para se comunicar em Inglês. A empresa alemã Siemens ainda tem vagas abertas aqui em sua filial brasileira - as vagas não são preenchidas por causa da carência de pessoas fluentes no idioma.

A revista Você S.A. prossegue com observações importantes, feitas por experts em Recursos Humanos, de que não se trata somente de "se comunicar em inglês" - é essencial que o profissional tenha um bom nível de expressão no idioma, que o permita efetivamente conversar e realizar negócios em inglês (inclusive com falantes nativos), redigir corretamente documentos e e-mails, etc.

O Brasil perde quando fica fora dos planos de expansão e investimento de grandes corporações, que poderiam estar estabelecidas aqui, gerando empregos e divisas. E nossos profissionais também perdem, quando ficam sem a oportunidade de uma experiência de trabalho numa empresa multinacional de grande porte e tecnologia de ponta.

É hora de pronunciarmos nosso "Abre-te, Sésamo" - pensar no estudo de idiomas como uma chave que abrirá muitas portas para o Brasil no mercado internacional, e ajudará a trazer o desenvolvimento de que nosso país tanto necessita.

LINK:
Revista Você S.A.
http://vocesa.abril.com.br/edicoes/0122/aberto/materia/mt_293211.shtml

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Um país monolíngüe em um mundo poliglota

Muitas pessoas hoje no Brasil já começam a perceber que falar inglês fluentemente é pré-requisito para a obtenção de um bom emprego. É cada vez maior a procura por cursos de inglês por parte de profissionais que desejam melhorar suas qualificações.

Uma pesquisa realizada pelo SINPRORP – Sindicato dos Profissionais Liberais de Relações Públicas no Estado de São Paulo - revelou que o profissional que fala o idioma pode receber salário até 4,6 vezes maior em relação àqueles que não falam a língua inglesa. E empresas de grande porte como algumas multinacionais já começam a requisitar o conhecimento de duas línguas estrangeiras, normalmente o inglês e o espanhol.
Isso se deve à intensificação do comércio mundial e do intercâmbio cultural e científico entre países do mundo inteiro. Em outras palavras, a globalização.

O Brasil, entretanto, continua lingüisticamente muito aquém de suas potencialidades. Há décadas, o ensino de língua estrangeira deixou de ser obrigatório na rede pública, e acabou sendo encarado como uma "atividade didática", que não exige freqüência ou atenção às aulas. Nas escolas particulares, o ensino de inglês e espanhol se tornou um diferencial, chegando alguns estabelecimentos a terceirizar as aulas, por meio de cursos livres de idiomas. O resultado é que o adolescente brasileiro em geral não vê a importância da fluência em língua estrangeira, e só vem a perceber a dimensão do problema na fase adulta, quando já está em plena competição no mercado de trabalho. Nesse momento, o aprendizado de inglês passa a ser um motivo a mais de preocupação e angústia na já estressante rotina dos candidatos a emprego.

A conseqüência mais imediata é a busca pelo aprendizado rápido e em detrimento da preparação adequada e do estudo necessário. Na guerra pela conquista de alunos, às vezes o vencedor é o curso de inglês que promete ensinar a falar rápido e "sem dever de casa". Mas para se manter uma conversação de negócios é necessário mais do que conhecimentos básicos de gramática e de expressões coloquiais.

O inglês falado em situações de trabalho no mundo dos negócios - o Inglês Comercial ou Business English - é mais formal do que o inglês falado em situações informais do dia-a-dia, além de conter um vocabulário próprio de termos técnicos de administração, contabilidade, marketing, economia, etc. Já o inglês usado por profissionais do Direito - o Inglês Jurídico ou Legal English - é muito formal, caracterizado por frases longas e estruturas de gramática complexas, além de um vocabulário desconhecido por leigos - até mesmo por leigos cuja língua materna é o inglês. Tanto o Inglês Comercial quanto o Inglês Jurídico requerem dedicação ao estudo, por parte do aluno, e comprometimento com a qualidade das aulas, por parte do professor.

Sem essa aliança, o Brasil nunca conseguirá se inserir totalmente no mundo seleto dos países ricos e desenvolvidos. A comunicação perfeita e eficaz no mundo dos negócios e das relações internacionais é essencial para a proteção dos interesses econômicos e políticos de um Estado, de seus cidadãos e empresas. Disso bem sabem países como a Alemanha, a Suíça, a Holanda e outros países desenvolvidos da Europa, que não têm o inglês como língua oficial, mas nunca se descuidaram do ensino de idiomas em suas escolas fundamentais.